Com a consolidação da tecnologia agêntica, 96% dos líderes de tecnologia afirmam que o sucesso da estratégia dependerá de integração de dados entre os diferentes sistemas empresariais
São Paulo, 02 de março de 2026 – A transição para o modelo de “Empresa Agêntica“, onde humanos e agentes de inteligência artificial trabalham juntos, está cada vez mais próximo. Isso é o que revela o 11a edição doMuleSoftConnectivity Benchmark Report,da Salesforce, que projeta um aumento de 67% no uso de agentes de IA nos próximos dois anos. Segundo o relatório, as empresas devem elevar a média de 12 agentes cada para cerca de 20 até 2027. No entanto, o entusiasmo com essa adoção em massa esbarra em um obstáculo crítico: 96% dos líderes de tecnologia entrevistados acreditam que o sucesso desses agentes dependerá da integração de dados entre sistemas – algo que a maioria das infraestruturas atuais ainda não suporta.
O cenário revela uma discrepância entre adoção e eficiência. Embora 83% das organizações relatem que suas equipes já utilizam agentes de IA, 50% desses sistemas operam em silos – ou seja, permanecem isolados dos demais dados da empresa. Essa falta de orquestração resulta em fluxos de trabalho redundantes e aumenta o risco da “IA sombria” (Shadow AI), caracterizada pelo uso malicioso ou não autorizado da tecnologia. Com o número médio de aplicativos por empresa subindo de 897 para 957 e apenas 27% deles integrados entre si, 86% dos entrevistados temem que os agentes resultem em mais complexidade do que em valor aos negócios.
Para Danilo Bordini, vice-presidente de Data Foundation na Salesforce para América Latina, a métrica de sucesso precisa ser redefinida. “O sucesso não está no número de agentes implementados, mas na eficiência do trabalho deles. Precisamos pensar em como eles são identificados, governados e orquestrados para trabalhar em conjunto. À medida que avançamos para uma era multiagentes, o papel da tecnologia evolui do gerenciamento de silos de dados para a construção de uma base que funcione como um plano de controle para a operação desses sistemas”, diz.Para superar esses obstáculos, o relatório aponta que 94% dos executivos concordam que a arquitetura de TI deve se tornar mais orientada a APIs (Application Programming Interface). Ao utilizar APIs como o “tecido conjuntivo”, as empresas transformam ferramentas isoladas em um ecossistema multiagente, no qual as IAs podem compartilhar contexto e executar tarefas de forma governada. Atualmente, 50% das organizações já utilizam APIs para este fim, buscando mitigar barreiras como infraestruturas obsoletas e silos de dados que ainda impedem 96% das empresas de extrair o valor máximo de suas informações.
A necessidade de operacionalizar essa tecnologia em escala é reforçada por Kurt Anderson, Diretor Geral e Líder de Transformação de API da Deloitte Consulting LLP. Segundo ele, as descobertas deste ano destacam um ponto de inflexão no qual as empresas devem reimaginar suas estratégias. “O sucesso exige a reformulação das estratégias de integração para construir uma base sólida. Ao estabelecer guard-rails orientados a API, as empresas podem garantir que sua transformação agêntica esteja alinhada às demandas da empresa”, explica Anderson.
Já existem casos práticos que demonstram o impacto dessa abordagem. A AstraZeneca, por exemplo, selecionou o Agentforce Life Sciences for Customer Engagement para transformar o engajamento com profissionais de saúde, utilizando o MuleSoft Agent Fabric para orquestrar ações de agentes em regiões. Da mesma forma, a r.Potential utiliza a base da Salesforce para orquestrar agentes e ferramentas de Protocolo de Contexto de Modelo (MCP) como forma de gerar insights estratégicos para a tomada de decisão. Esses exemplos reiteram que a maturidade da IA depende de protocolos como o de Rede de Agentes e de Comunicação de Agentes, que já atraem o interesse de mais de 40% dos líderes de tecnologia em busca de gerenciar melhor suas estratégias de IA.
Metodologia
O 11º Connectivity Benchmark Report da Salesforce foi desenvolvido em colaboração com a Vanson Bourne e com insights da Deloitte Digital. O estudo utiliza dados de pesquisa de entrevistas com 1.050 líderes de TI em todo o mundo. As entrevistas foram feitas online com o método duplo anônimo entre outubro e novembro de 2025 com respondentes de Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Austrália, Singapura, Hong Kong e Japão. Todos os entrevistados são líderes de áreas de tecnologia com cargos gerenciais ou superiores e trabalham em empresas com pelo menos 1.000 funcionários.
Sobre a Salesforce
A Salesforce ajuda organizações de qualquer porte a se tornarem empresas agênticas, integrando pessoas, agentes, aplicativos e dados em uma plataforma confiável e unificada para impulsionar crescimento e inovação sem precedentes. Visite: www.salesforce.com/br para mais informações.
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