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Salesforce e o Labirinto do Legado: Arquitetando o Futuro para Organizações Altamente Customizadas

A modernização de ambientes Salesforce legados ajuda a reduzir débito técnico, melhorar a escalabilidade e preparar a organização para a IA. Saiba mais!

A inovação em ritmo acelerado é a moeda de troca na economia digital atual. No entanto, muitas empresas encontram-se presas em um “labirinto do legado”: ambientes Salesforce implementados há anos, repletos de código customizado complexo e automações obsoletas. Para executivos focados no ROI, esse cenário representa um risco crítico, resultando em altos custos de manutenção e lentidão na entrega de novos recursos.

Mais do que um problema de TI, o débito técnico acumulado impede a transição para a Agentic Enterprise, onde a agilidade é essencial para aproveitar as capacidades modernas de Inteligência Artificial. A grande questão arquitetônica que líderes como CIOs e CTOs enfrentam é clara: devemos aprimorar o que já temos através da refatoração ou migrar estrategicamente para uma nova arquitetura?

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Aprimorar ou Migrar: A Tensão Arquitetônica Central

A decisão entre Aprimorar (Refatorar no local) ou Migrar (Re-plataformar) não é meramente técnica, mas uma escolha estratégica que deve equilibrar o Custo Total de Propriedade (TCO) com a escalabilidade e segurança de longo prazo. Esta análise exige uma revisão estruturada que pondere o risco contra o valor da agilidade e diferenciação no mercado.

  • Aprimorar (Refatoração): Esta abordagem é frequentemente a mais econômica para ambientes estáveis com débito gerenciável.
    • Vantagens: Preserva o contexto histórico dos dados, mantém as integrações existentes e gera uma menor disrupção operacional imediata para os usuários. Além disso, evita os altos custos iniciais e os riscos inerentes a uma migração completa.
    • Desvantagens: Pode acarretar uma elevada carga de manutenção e o acúmulo contínuo de débito técnico. Há o risco de perpetuar sistemas mal estruturados, o que pode dificultar a adoção de novos recursos da plataforma e produtos recentes.
  • Migrar (Re-plataformar): Recomendada quando a arquitetura atual está fundamentalmente comprometida ou quando o débito técnico impede a evolução do negócio.
    • Vantagens: Oferece uma “folha limpa” para implementar governança, segurança e ajustes de desempenho. Permite a adoção de modelos de dados padronizados e escaláveis, além de princípios modernos de design.
    • Desvantagens: Exige um planejamento complexo para a migração de Grandes Volumes de Dados (LDVs) e estratégias meticulosas para a coexistência de sistemas. O risco é alto caso as etapas de fundação sejam mal executadas.

A decisão pivota na diferenciação. Se a lógica customizada é a sua Proposta de Valor Único (UVP), o foco deve ser no desenvolvimento e aprimoramento (Build). Para funções de mercado padrão (commodity), a migração para produtos nativos (Buy) é o caminho para acelerar o tempo de valor (Time-to-Value).

Quatro Cenários Estratégicos para a Tomada de Decisão

Para navegar nesse labirinto, identificamos quatro cenários comuns que determinam a melhor trajetória para o seu negócio:

1. Organizações Estagnadas no Salesforce Classic

Muitos ambientes ainda operam com ferramentas antigas, como Workflow Rules e Process Builders, combinadas com densas camadas de código Apex e Visualforce.

  • Recomendação: Refatoração Agressiva. O foco deve ser migrar a UI para o Lightning Experience alavancando as funcionalidades oferecidas pela nova interface como Salesforce Einstein e Mobile App, converter automações para ferramentas mais performáticas como o Salesforce Flow e aplicar princípios de design modernos com Lightning Web Components ao código existente.

2. Soluções Customizadas vs. Produtos Nativos

É comum encontrar empresas que construíram soluções próprias para vendas ou serviços antes de a Salesforce lançar produtos como o Salesforce Field Service ou CPQ.

  • Recomendação: Comprar e Migrar (Lean Buy). Se a funcionalidade não é o seu diferencial central, adotar o produto nativo reduz o TCO e permite que você se beneficie dos ciclos de atualização trimestrais da Salesforce.

3. Lógica Complexa Insubstituível

Quando a customização representa o “segredo do negócio” e a sua proposta de valor única, ela deve ser preservada.

  • Recomendação: Construção Enxuta e Aprimoramento Constante. Foque em modernizar esses componentes críticos para garantir que sejam escaláveis e seguros, minimizando riscos de governor limits.

4. Crise Operacional e Alto Débito Técnico

Se a org enfrenta problemas sistêmicos, como degradação de performance persistente ou instabilidade que impede a evolução do negócio, a migração torna-se imperativa.

  • Recomendação: Re-arquitetura Estruturada. Nestes casos, pode-se considerar mover o processamento de grandes volumes de dados para fora da plataforma core (usando Heroku ou Data Cloud) para unificar a visão do cliente sem consolidar orgs arriscados.

Gerenciando a Complexidade da Migração

Projetos de migração para um novo ambiente Salesforce carregam uma complexidade arquitetônica significativa e devem ser gerenciados através de um framework de entrega de ponta a ponta robusto.

  1. Estratégia de Migração de Dados (LDVs): A migração de dados raramente é um processo simples de “lift-and-shift”.
    • Requer a definição de métricas de qualidade, execução de limpeza e transformação de dados.
    • Para lidar com Grandes Volumes de Dados (LDVs), é necessário um planejamento meticuloso de extração e carregamento, utilizando ferramentas como a Bulk API e técnicas como PK Chunking.
    • O processo exige um sequenciamento cuidadoso, garantindo que os registros pai sejam migrados antes dos registros filhos para manter a integridade referencial. A falha no planejamento de LDVs pode levar a sérios problemas de desempenho no novo ambiente.
  2. Coexistência de Sistemas e Faseamento: Um lançamento do tipo “big bang” é considerado de alto risco para organizações complexas.
    • Um rollout faseado é preferível, exigindo o gerenciamento de operações paralelas e a criação de interfaces de integração temporárias entre o org legado e o novo.
    • Isso garante a continuidade dos processos de negócio enquanto as novas funcionalidades são implantadas gradualmente.
  3. Migração de Funcionalidades e Customização: Ao migrar soluções personalizadas para produtos padrão (ex: de um Field Service customizado para o Salesforce Field Service), é necessária uma adaptação ao modelo de dados padronizado do produto.
    • Lógicas de negócio essenciais devem ser priorizadas para revisão usando funcionalidades providas pelo produto e soluções customizadas modernas (Flows, Apex, LWC).
  4. Governança, Segurança e a Era da IA: O novo ambiente deve nascer com uma Governança de Integração definida.
    • Em arquiteturas modernas de múltiplos agentes (Agentforce), a orquestração e a comunicação entre agentes dependem da camada de integração.
    • Questões como gestão de transações e segurança precisam ser monitoradas de perto, especialmente quando a lógica antes explícita é transferida para a IA para execução dinâmica durante o runtime.

O Mandato do Arquiteto: Conclusão e Próximos Passos

A modernização de uma org Salesforce legada não é apenas um projeto técnico, é um imperativo estratégico para a agilidade organizacional. O caminho a seguir deve ser guiado pelo TCO de longo prazo e pela diferenciação de mercado:

  • Priorize o “Comprar” para funções comoditizadas para focar seus recursos em inovação real.
  • Execute avaliações de org periódicas em ambientes estáveis para reduzir o débito técnico de forma proativa, utilizando ferramentas como o Org Check, disponível gratuitamente no AppExchange.
  • Considere a migração total apenas em casos críticos de instabilidade operacional, sempre precedida por uma auditoria arquitetônica profunda.

Reduzir o débito técnico hoje é o investimento necessário para desbloquear o potencial da IA e garantir que sua empresa permaneça competitiva no futuro.

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