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Flowchart: O que é e como usar para melhorar processos?

Descubra como flowcharts simplificam processos, visualizam decisões e tornam ideias complexas claras, rápidas e fáceis de entender no dia a dia.

Key Takeaways

This summary was created with AI and reviewed by an editor.

Um flowchart, também conhecido como fluxograma, é uma representação gráfica de um processo, sistema ou algoritmo, utilizada para descrever de forma visual a sequência de etapas envolvidas na execução de uma tarefa. 

Por meio de símbolos padronizados, o flowchart permite compreender rapidamente como um processo se inicia, evolui, toma decisões e chega ao seu término. Essa abordagem visual facilita a comunicação entre diferentes áreas, reduz ambiguidades e contribui para o entendimento comum de procedimentos complexos.

Ao representar cada etapa de forma sequencial, o fluxograma favorece a padronização de procedimentos, o treinamento de equipes e a validação de soluções antes de sua implementação prática. Abaixo, você confere os principais tópicos sobre o tema abordados neste artigo.

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O que é flowchart?

Um flowchart é uma ferramenta gráfica utilizada para representar a sequência lógica de etapas de um processo, sistema ou algoritmo. Portanto, ele descreve como as atividades se encadeiam desde o ponto inicial até o final, incluindo:

  • ações, 
  • decisões 
  • e possíveis caminhos alternativos. 

Essa representação facilita a compreensão do funcionamento de processos complexos, permitindo que usuários, analistas e desenvolvedores visualizem claramente o fluxo de operações e as relações entre cada etapa.

Do ponto de vista técnico, o flowchart é construído a partir de símbolos padronizados, cada um com um significado específico, como terminadores (início/fim), processos, decisões, entradas e saídas. 

Esses símbolos são conectados por setas que indicam a direção do fluxo, garantindo uma leitura lógica e sequencial. A utilização correta dessas convenções assegura precisão na modelagem do processo, além de tornar o fluxograma uma ferramenta eficaz para análise, documentação, validação e melhoria contínua de sistemas e procedimentos.

Abaixo estão os símbolos mais usados e seus respectivos significados:

  • Oval (Terminal): indica o início e o fim do fluxograma. É o ponto onde o processo começa e onde é encerrado.
  • Retângulo (Processo): representa uma ação, operação ou etapa do processo, como um cálculo, execução de uma tarefa ou instrução.
  • Losango (Decisão): utilizado para representar uma condição lógica ou ponto de decisão, onde o fluxo pode seguir caminhos diferentes (ex.: sim/não, verdadeiro/falso).
  • Paralelogramo (Entrada/Saída): indica dados de entrada ou resultados de saída, como leitura de informações ou exibição de dados.
  • Seta (Linha de Fluxo): mostra a direção do fluxo, conectando os símbolos e definindo a ordem de execução das etapas.
  • Círculo (Conector): usado para ligar partes do fluxograma, especialmente quando ele é muito grande e precisa ser dividido em seções.
  • Retângulo com bordas duplas (Subprocesso): representa um processo pré-definido, que pode ser detalhado em outro fluxograma.

Esses símbolos formam a base da maioria dos fluxogramas e garantem clareza, padronização e fácil interpretação, independentemente da área de aplicação.

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Qual a diferença entre flowchart, diagrama de processo e diagrama de atividades?

Embora flowchart, diagrama de processo e diagrama de atividades sejam todas ferramentas visuais utilizadas para representar fluxos de trabalho, cada uma possui objetivos, níveis de detalhe e contextos de aplicação distintos. 

  1. O flowchart (fluxograma) é a forma mais genérica e simples de representação, focada na sequência lógica de etapas, decisões e ações de um processo ou algoritmo. Ele utiliza símbolos padronizados e é amplamente empregado para explicar procedimentos, documentar rotinas e apoiar a análise lógica, sendo comum em áreas como programação, engenharia e administração.
  2. O diagrama de processo tem um enfoque mais operacional e analítico, sendo utilizado principalmente na engenharia de produção, gestão da qualidade e melhoria contínua. Diferentemente do flowchart, ele detalha entradas, saídas, responsáveis, recursos envolvidos e possíveis desperdícios ao longo do processo. O seu objetivo principal é mapear o fluxo de valor, identificar gargalos, falhas e oportunidades de otimização.
  3. Já o diagrama de atividades é um tipo específico de diagrama pertencente à UML (Unified Modeling Language), voltado para a modelagem de sistemas de software. Ele descreve o comportamento dinâmico de um sistema, representando atividades, fluxos paralelos, sincronizações e dependências entre ações. 

Em comparação com o flowchart, o diagrama de atividades possui maior rigor formal e capacidade de representar concorrência e estados complexos, sendo mais adequado para especificação técnica e documentação de sistemas orientados a objetos.

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Quais são as melhores práticas para representar processos complexos em um flowchart?

Para representar processos complexos em um flowchart de forma clara, eficiente e tecnicamente correta, é fundamental seguir algumas boas práticas. Abaixo está um passo a passo que orienta desde o planejamento até a validação do fluxograma:

1° Estipule o objetivo do fluxograma

Antes de iniciar, determine o que o flowchart deve explicar: um processo operacional, um algoritmo, uma rotina administrativa ou um sistema específico. Um objetivo bem definido evita excesso de detalhes desnecessários e garante foco na informação relevante.

2° Balize o escopo do processo

Estabeleça claramente onde o processo começa e termina. Processos complexos tendem a crescer rapidamente; por isso, delimitar o escopo evita fluxogramas extensos e difíceis de interpretar.

3° Fragmente o processo em partes menores

Quebre processos complexos em subprocessos ou módulos. Utilize o símbolo de subprocesso para representar etapas que podem ser detalhadas em fluxogramas separados, mantendo o diagrama principal mais limpo e compreensível.

4° Use símbolos padronizados corretamente

Aplique cada símbolo conforme sua função (processo, decisão, entrada/saída, conector, etc.). O uso consistente da notação padrão garante clareza técnica e facilita a interpretação por diferentes públicos.

5° Mantenha um fluxo lógico e consistente

Organize o flowchart preferencialmente de cima para baixo ou da esquerda para a direita. Evite cruzamento excessivo de linhas e fluxos confusos, pois isso compromete a legibilidade.

6° Simplifique decisões complexas

Quando uma decisão envolve muitas condições, considere separá-la em decisões menores e sequenciais. Cada losango deve representar uma condição clara, objetiva e fácil de entender.

7° Utilize conectores para fluxogramas extensos

Em diagramas grandes, use conectores para ligar diferentes partes do fluxo, evitando linhas longas e sobrepostas. Isso torna o diagrama mais organizado e visualmente limpo.

8° Padronize nomes e descrições

Use verbos no imperativo ou no infinitivo para descrever ações (ex.: “Verificar dados”, “Calcular resultado”). Evite termos ambíguos e mantenha consistência na nomenclatura ao longo do diagrama.

9° Retifique e valide o fluxograma

Após finalizar, revise o flowchart para verificar coerência lógica, clareza visual e aderência ao processo real. Sempre que possível, valide o diagrama com pessoas que executam ou conhecem o processo.

Atualize o fluxograma periodicamente

Os processos evoluem ao longo do tempo. Manter o fluxograma atualizado garante que ele continue sendo uma ferramenta confiável para documentação, análise e tomada de decisão.

Seguir essas práticas permite que processos complexos sejam representados de forma estruturada, compreensível e tecnicamente correta, maximizando a eficiência do flowchart como ferramenta de análise e comunicação.

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Como criar um flowchart do zero?

A criação de um flowchart do zero exige organização, compreensão do processo e aplicação correta de convenções gráficas. A seguir, apresenta-se um guia completo, didático e estruturado para a elaboração de um flowchart eficiente.

1. Compreensão e planejamento do processo

Antes de desenhar qualquer símbolo, é essencial compreender totalmente o processo que será representado. Nessa etapa, devem ser identificados o objetivo do fluxograma, seu público-alvo e o nível de detalhamento necessário. Também é importante definir claramente o ponto inicial, o ponto final e todas as etapas intermediárias envolvidas.

Perguntas orientadoras incluem:

  • Qual problema o flowchart pretende explicar ou resolver?
  • Quem irá utilizá-lo (técnicos, gestores, estudantes)?
  • O processo envolve decisões, repetições ou subprocessos?

2. Levantamento e ordenação das etapas

Após entender o processo, liste todas as etapas em ordem lógica. Nesse momento, o foco não é o desenho, mas sim a sequência correta das ações e decisões. Essa lista servirá como base para o fluxograma final e ajuda a evitar omissões ou incoerências.

3. Símbolos básicos do flowchart

A utilização correta dos símbolos padronizados é fundamental para garantir clareza e consistência técnica. A tabela a seguir apresenta os principais símbolos utilizados em fluxogramas:

SímboloNomeFunção
OvalTerminalIndica el inicio y el fin del proceso
RetânguloProcesoRepresenta una acción u operación
Rombo DecisiónIndica un punto de decisión (condición lógica)
ParalelogramoEntrada/SalidaRepresenta datos de entrada o salida
SetaLínea de flujoIndica la dirección del flujo
Retângulo com bordas duplasSubprocessoRepresenta un proceso detallado en otro diagrama

4. Ferramentas para criação de flowcharts

Existem diversas ferramentas digitais que auxiliam na criação de fluxogramas, como editores gráficos, softwares de modelagem e plataformas online. Independentemente da ferramenta escolhida, o mais importante é seguir os princípios técnicos e lógicos apresentados neste guia.

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FAQ: principais dúvidas sobre flowchart

1. O que é um flowchart e para que ele serve?

Um flowchart é uma representação gráfica utilizada para descrever visualmente a sequência de etapas de um processo, sistema ou algoritmo. Ele serve para facilitar o entendimento de fluxos complexos por meio de símbolos padronizados e conexões lógicas. Essa ferramenta é amplamente aplicada na documentação de processos, no desenvolvimento de sistemas e na análise de rotinas operacionais. 

2. Quais são as principais vantagens de usar um flowchart?

O uso de flowcharts proporciona melhor visualização do processo e facilita a identificação de falhas, gargalos e redundâncias. Ele ajuda a organizar ideias, tornando processos complexos mais compreensíveis. Também é uma ferramenta eficaz para treinamento, pois simplifica a explicação de procedimentos. Além disso, contribui para a padronização e documentação formal de processos. Sua aplicação reduz erros e melhora a tomada de decisão.

3. Qual a diferença entre flowchart e pseudocódigo?

O flowchart representa o processo de forma visual, utilizando símbolos gráficos para mostrar o fluxo das etapas. Já o pseudocódigo descreve o mesmo processo de maneira textual, próxima à lógica de programação. Enquanto o flowchart é mais intuitivo e acessível, o pseudocódigo é mais técnico e detalhado. Ambos são usados na fase de planejamento e análise de algoritmos. A escolha depende do público e do nível de detalhamento desejado.

4. Em quais áreas o flowchart pode ser aplicado?

O flowchart pode ser utilizado em diversas áreas, como tecnologia da informação, engenharia, administração, educação e saúde. Ele é útil para modelar processos organizacionais, algoritmos computacionais e fluxos de atendimento. Também é empregado em projetos de melhoria contínua e gestão da qualidade. Sua versatilidade permite adaptação a diferentes níveis de complexidade.

5. Quais erros devem ser evitados ao criar um flowchart?

Um erro comum é o excesso de informações em um único fluxograma, o que compromete a clareza visual. O uso incorreto ou inconsistente de símbolos também dificulta a interpretação. Fluxos sem início ou fim bem definidos podem gerar confusão. Outro problema é a falta de padronização na nomenclatura das etapas. 

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