Key Takeaways
Faz tempo que a Black Friday deixou de ser só um dia de promoções. Hoje, ela coloca toda a operação do varejo brasileiro à prova. Em poucas horas, concentra um volume de acessos, transações e atendimentos que, em condições normais, se distribuiria ao longo de semanas.
Para times de gestão, isso representa tanto uma oportunidade real de crescimento quanto um risco considerável caso a operação não esteja preparada. Porém, o desafio não é somente garantir que o site aguente o pico de acessos: envolve também ter o estoque sincronizado com a demanda, os times de vendas e atendimento treinados e bem instruídos, dados de clientes acessíveis em tempo real e os processos de marketing rodando com precisão.
Este conteúdo foi desenvolvido para gestores que precisam entender como estruturar a operação antes da Black Friday, com foco nas decisões tecnológicas e processuais que fazem a diferença entre uma data lucrativa e uma crise de reputação.
O que teremos pela frente:
- Por que a preparação para a Black Friday precisa começar meses antes?
- O que fazer para aumentar as vendas na Black Friday?
- Como preparar o e-commerce para suportar alta demanda?
- Quais tecnologias usar na Black Friday para elevar o desempenho da operação?
- Como evitar problemas no site durante a Black Friday?
- Gestão de equipes e processos na Black Friday
- Pós-Black Friday: como converter depois das promoções
- Como a evolução da tecnologia eleva a experiência de compra?
- Por que preparar a sua empresa com antecedência?
- Perguntas frequentes
Por que a preparação para a Black Friday precisa começar meses antes?
Um erro comum entre empresas de médio e grande porte é tratar a Black Friday como uma preparação de última hora. As semanas que antecedem novembro são usadas para negociar descontos com fornecedores, criar peças criativas e comunicar promoções. Mas a preparação técnica e operacional precisa começar muito antes disso. O planejamento estratégico para a data deve ser iniciado com pelo menos seis meses de antecedência.
Isso porque parte das decisões mais importantes, como a escolha ou atualização de plataformas tecnológicas, a integração entre sistemas de CRM, e-commerce e atendimento, e a contratação ou treinamento de equipes extras, demanda tempo de implementação, testes e ajustes.
Quando o planejamento começa tarde, as empresas acabam dependendo de soluções improvisadas: planilhas substituindo sistemas de gestão de estoque, atendentes sem acesso adequado ao histórico do cliente, campanhas de marketing disparadas sem segmentação real. Esses atalhos funcionam mal no volume normal de operações e colapsam sob a pressão da Black Friday.
Mapeamento de gargalos operacionais
O primeiro passo de qualquer preparação séria é identificar onde estão os gargalos da operação atual. Isso significa olhar para os dados do ano anterior, se disponíveis, e responder a perguntas objetivas:
- Em quais etapas do funil de vendas houve maior queda de conversão no período de alta demanda?
- A central de atendimento ao cliente conseguiu responder dentro do SLA estabelecido?
- Houve instabilidade ou lentidão na plataforma de e-commerce?
- O estoque real estava sincronizado com o estoque exibido no site?
- As campanhas de marketing foram segmentadas com base em dados reais ou em suposições?
Cada resposta aponta para uma área de melhoria que pode ser trabalhada antes da data. Empresas que fazem esse diagnóstico com antecedência conseguem priorizar investimentos de forma mais racional.
Definição de metas e capacidade operacional
Aumentar as vendas sem planejamento pode acarretar, na prática, uma grande dor de cabeça. Antes de estabelecer metas ambiciosas: os times de gestão precisam responder a uma pergunta simples: a operação atual consegue suportar esse crescimento?
Isso envolve calcular a capacidade do servidor ou infraestrutura de nuvem para absorver o aumento de acessos simultâneos, dimensionar a equipe de atendimento para o volume de chamados esperado, verificar se os fornecedores conseguem entregar dentro dos prazos e avaliar se o time de logística está preparado para o volume de pedidos. Metas realistas, alinhadas com a capacidade real da operação, evitam promessas que não serão cumpridas e protegem a reputação da marca.
O que fazer para aumentar as vendas na Black Friday?
Aumentar as vendas na Black Friday não depende apenas de oferecer os maiores descontos do mercado. Empresas que competem apenas por preço geralmente chegam ao fim da data com margens comprimidas e clientes que não voltam. A diferença está em combinar oferta relevante com experiência de compra eficiente.
Segmentação de base e personalização de ofertas
O cliente que comprou um notebook no ano anterior tem um perfil diferente do cliente que comprou roupas. Tratar os dois da mesma forma com a mesma campanha é desperdiçar o potencial da sua base de dados.
Softwares de CRM permitem segmentar a base de clientes com base em histórico de compras, preferências de categoria, frequência de interação e nível de engajamento. Com esses dados, é possível criar campanhas personalizadas que chegam ao cliente com uma oferta relevante para ele, o que aumenta significativamente a taxa de conversão.
A personalização também funciona dentro do próprio e-commerce: recomendações de produtos baseadas no comportamento de navegação, ofertas exclusivas para clientes recorrentes e comunicações ativadas por comportamento específico (como abandono de carrinho) são recursos que impactam diretamente as vendas.
Estratégia de pré-Black Friday
Empresas que esperam o dia da Black Friday para começar a vender já perderam parte da batalha. A prática de estender as ações para a semana ou o mês anterior ao evento vem crescendo e, do ponto de vista de gestão, faz bastante sentido: distribui o volume de pedidos ao longo de um período maior, reduz o risco de sobrecarga em um único dia e permite capturar clientes que preferem comprar antes do pico.
Para isso funcionar, é necessário ter uma régua de comunicação planejada com antecedência, campanhas de e-mail e mensagens ativadas em momentos estratégicos e uma oferta clara que justifique a antecipação da compra.
Além disso, o monitoramento contínuo dos preços da concorrência torna-se um elemento crítico na estratégia de pré-Black Friday. Acompanhar variações em tempo real permite ajustar ofertas de forma ágil, manter a competitividade e evitar perdas de conversão por discrepâncias de preço. Mais do que reagir, trata-se de antecipar movimentos do mercado e posicionar a proposta de valor de forma consistente ao longo de todo o período.
Recuperação de carrinhos abandonados
Se o abandono de carrinho já é parte do jogo no e-commerce, na Black Friday ele ganha escala: com múltiplas ofertas na tela, o consumidor hesita mais e por isso pode abandonar mais rápido.Ter fluxos automatizados de recuperação de carrinho, com mensagens enviadas em intervalos específicos após o abandono, é uma das alavancas de receita mais previsíveis que uma operação de e-commerce pode ter.
Esses fluxos dependem de uma integração eficiente entre a plataforma de e-commerce, o CRM e a ferramenta de automação de marketing. Quando os sistemas estão conectados, o processo funciona de forma autônoma e escalável.
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Como preparar o e-commerce para suportar alta demanda?
A infraestrutura do e-commerce é o ponto mais crítico da Black Friday. Quando o site fica lento, a conversão cai; mas quando fica fora do ar, gera perda direta de vendas e um desgaste de reputação que pode levar meses para recuperar. Preparar tecnicamente a plataforma para o pico de acessos é uma das responsabilidades mais importantes do time de gestão de tecnologia.
Testes de carga e stress
No período que antecede a Black Friday, a realização de testes de carga na plataforma é indispensável para simular o volume esperado de acessos simultâneos. Para não ter o sistema falhando diante de clientes reais, deve-se entender até onde o sistema aguenta.
Esses testes simulam milhares de usuários navegando, adicionando produtos ao carrinho e finalizando compras ao mesmo tempo. Os resultados mostram em quais pontos da aplicação o desempenho se degrada e permitem que o time técnico intervenha antes da data. O ideal é que esses testes sejam feitos com pelo menos 30 dias de antecedência, para que haja tempo hábil de aplicar correções e realizar uma nova rodada de validação.
Escalabilidade em nuvem
Quando a plataforma está na nuvem, ela ganha flexibilidade para crescer junto com a demanda. Ela acompanha o aumento em tempo real alocando recursos automaticamente, mesmo quando o volume de acessos ultrapassa o planejado.
Para empresas que ainda operam com servidores dedicados ou infraestrutura on-premise, a Black Friday é um argumento concreto para avaliar a migração para modelos de nuvem que oferecem elasticidade real. A capacidade de escalar apenas quando necessário também têm impacto direto nos custos operacionais.
Performance e velocidade de carregamento
Tempo de carregamento impacta diretamente a conversão. Cada segundo a mais que o site demora para carregar representa uma parcela de usuários que fecha a aba e vai para o concorrente. Em períodos de alta demanda, quando o servidor está sob pressão, esse impacto é amplificado. A preparação técnica para a Black Friday deve incluir uma auditoria de performance do site, com foco em:
- Otimização de imagens e arquivos de mídia
- Uso de CDN (Content Delivery Network) para distribuir o carregamento de ativos estáticos
- Revisão de scripts de terceiros que possam impactar o tempo de carregamento
- Cache configurado corretamente para reduzir o número de requisições ao servidor
Monitoramento em tempo real durante a data
Ter visibilidade do que está acontecendo na plataforma durante a Black Friday é fundamental. Ferramentas de monitoramento de performance e disponibilidade permitem que o time técnico identifique anomalias imediatamente, antes que elas se transformem em interrupções. Isso inclui monitorar tempo de resposta do servidor, taxa de erros nas páginas, comportamento do banco de dados e fluxo de transações de pagamento.
Um painel centralizado com essas métricas permite respostas rápidas e decisões baseadas em dados reais.
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Quais tecnologias usar na Black Friday para elevar o desempenho da operação?
A escolha das tecnologias certas não é uma decisão apenas do time de TI. Para gestores, entender quais ferramentas apoiam cada parte da operação é essencial para fazer investimentos que gerem retorno real.
CRM integrado ao e-commerce
Um sistema de CRM integrado à plataforma de e-commerce centraliza as informações do cliente em um único lugar. Durante a Black Friday, isso tem impacto direto tanto no marketing quanto no atendimento: a equipe de vendas consegue ver o histórico completo de interações do cliente, as campanhas de marketing são alimentadas por dados reais de comportamento e o atendimento ao cliente consegue resolver problemas com mais rapidez porque tem acesso ao contexto completo.
Sem essa integração, as equipes trabalham com dados fragmentados: o time de marketing não sabe quem já comprou, o atendimento não sabe o histórico do cliente antes de atender e o resultado é uma experiência desconexa que prejudica tanto a conversão quanto a retenção.
Automação de marketing
A Black Friday gera um volume de interações que nenhum time consegue gerenciar manualmente com eficiência. Automação de marketing permite que fluxos de comunicação sejam configurados com antecedência e disparados automaticamente com base no comportamento do usuário.
Isso inclui e-mails de confirmação de pedido, mensagens de acompanhamento de entrega, fluxos de recuperação de carrinho, comunicações de pré-evento e reativação de clientes inativos. Cada um desses pontos de contato, quando automatizado corretamente, contribui para a conversão e para a experiência do cliente sem depender de ação manual da equipe.
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Plataforma de atendimento ao cliente omnichannel
O volume de chamados de atendimento na Black Friday é significativamente maior do que em períodos normais. Clientes com dúvidas sobre pedidos, problemas de pagamento, solicitações de cancelamento e perguntas sobre prazo de entrega chegam simultaneamente por diferentes canais: e-mail, chat, redes sociais, telefone.
Uma plataforma de atendimento omnichannel centraliza todos esses canais em uma única interface, permite que o atendente visualize o histórico completo do cliente independentemente do canal e facilita a distribuição de chamados entre a equipe. Isso reduz o tempo médio de resolução e melhora a experiência do cliente, mesmo sob alta pressão.
Com o apoio de inteligência artificial no atendimento — sugerindo respostas e organizando os chamados — o time ganha mais foco para resolver as questões simples rapidamente, enquanto os casos mais complexos ficam com quem tem maior poder de decisão e estratégia.
Gestão de estoque em tempo real
Exibir um produto disponível no site quando ele já está sem estoque é um dos erros que mais prejudica a marca ou o e-commerce. O cliente conclui a compra, recebe o cancelamento horas mais tarde e a frustração dificilmente é revertida depois.
Sistemas de gestão de estoque integrados ao e-commerce atualizam a disponibilidade em tempo real conforme os pedidos são fechados. Isso evita a venda de produtos sem estoque e permite que o site reflita com precisão o que está disponível em cada momento.
Análise de dados e painéis de performance
Decisões tomadas durante a Black Friday precisam ser rápidas e embasadas. Ter um painel de dados consolidado com as métricas mais relevantes da operação, atualizado em tempo real, é o que permite que gestores intervenham quando necessário.
Isso inclui:
- Métricas de vendas
- Taxa de conversão por canal
- Volume de chamados de atendimento
- Desempenho de campanhas de marketing e disponibilidade da plataforma.
Quando esses dados estão distribuídos em sistemas desconectados, o tempo de análise aumenta e as janelas de intervenção se fecham.
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Como evitar problemas no site durante a Black Friday?
Prevenção é mais eficiente do que remediação, especialmente quando o tempo de inatividade de um site em plena Black Friday pode custar dezenas de milhares de reais em receita perdida.
- Plano de contingência com responsabilidades claras: Antes da data, o time técnico precisa ter um plano de contingência documentado, com cenários mapeados e responsabilidades definidas. O que acontece se o servidor sobrecarregar? Quem é acionado primeiro? Qual é o procedimento para comunicar o time de atendimento e marketing sobre uma instabilidade?
- Janela de congelamento de código: Uma das práticas mais recomendadas para períodos de alta demanda é estabelecer uma janela de congelamento de código, durante a qual nenhuma atualização ou alteração é feita na plataforma de e-commerce.
- Comunicação proativa com o cliente: A forma como a empresa se comunica com os clientes é determinante para o impacto na reputação. Ter templates de comunicação preparados para diferentes cenários de falha, atualizações de status em tempo real e um canal claro de suporte são medidas que reduzem a insatisfação e demonstram profissionalismo.
- Integrações entre sistemas: Em muitos casos, o problema não está no site em si, mas em uma integração entre sistemas que falha sob carga alta. O gateway de pagamento que fica lento, o sistema de logística que não sincroniza os pedidos, a plataforma de CRM que demora para registrar as transações.
Gestão de equipes e processos na Black Friday
A tecnologia suporta a operação, mas são as pessoas que tomam as decisões críticas durante a data. Ter times bem preparados e processos claros é tão importante quanto ter a infraestrutura técnica correta.
Treinamento específico para o período
Equipes de atendimento, vendas e operações precisam de um treinamento específico para a Black Friday que inclua os processos e ferramentas que serão usados durante a data. Isso significa não apenas saber operar os sistemas, mas entender os fluxos de escalada, os SLAs esperados e como lidar com situações de alta pressão.
Plantão técnico e operacional
Durante a Black Friday, especialmente nas primeiras horas de maior volume, é recomendável ter um plantão técnico com os profissionais responsáveis pela infraestrutura, pela plataforma de e-commerce e pelas integrações disponíveis para resposta imediata. O mesmo vale para uma gestão operacional ativa, monitorando em tempo real os indicadores mais críticos.
Pós-Black Friday: como converter depois das promoções
A operação não termina quando as vendas da Black Friday encerram. O período seguinte é igualmente intenso, com o processamento de pedidos, entregas, trocas e devoluções.
Logística reversa: simplificação como estratégia
Trocas e devoluções são inevitáveis em períodos de alto volume, especialmente em categorias como moda e eletrônicos. O diferencial está na forma como esse processo é desenhado: fluxos complexos, com múltiplas etapas ou pouca transparência, tendem a aumentar o volume de reclamações e pressionar os canais de atendimento. Por outro lado, operações mais maduras tratam a logística reversa como parte da experiência do cliente. Isso envolve:
- Disponibilizar instruções claras;
- Oferecer canais digitais para solicitação de troca ou devolução;
- Automatizar a geração de etiquetas;
- Garantir previsibilidade em prazos de coleta e reembolso.
Além disso, a integração entre sistemas de e-commerce, ERP e logística permite rastrear cada etapa do processo, reduzindo falhas e aumentando a confiança do cliente. Quando bem estruturada, a logística reversa deixa de ser apenas um custo operacional e passa a ser um fator de retenção e fidelização.
Remarketing e retargeting: capturando valor pós-evento
Nem toda interação durante a Black Friday se converte em venda. Muitos consumidores pesquisam, comparam preços, salvam produtos, mas não realizam a compra. É justamente nesse momento que surgem oportunidades relevantes no pós-evento.
Estratégias de remarketing e retargeting permitem engajar usuários que demonstraram interesse nos 60 a 90 dias anteriores, mas não concluíram a compra. Com base em dados de navegação e intenção, é possível criar campanhas segmentadas com ofertas personalizadas, lembretes de produtos visualizados ou até condições diferenciadas de pagamento.
Além disso, o uso de automação de marketing possibilita a construção de jornadas específicas, ativadas por comportamento — como abandono de carrinho, visualização recorrente de um item ou interação com campanhas anteriores. Isso aumenta a relevância da comunicação e melhora as taxas de conversão sem a necessidade de aquisição de novos usuários.
No contexto pós-Black Friday, essas estratégias ajudam a capturar demanda latente, prolongar o ciclo de vendas e maximizar o retorno sobre o investimento realizado durante o evento.
Consolidação do aprendizado e desenvolvimento de estratégias
O pós-evento é também o momento de consolidar os aprendizados: o que funcionou, o que falhou, quais métricas superaram ou ficaram abaixo do esperado. Esse ciclo de análise é o que transforma cada Black Friday em um ponto de evolução para a operação do ano seguinte.
Além da execução, consolidar métricas como taxa de conversão, abandono de carrinho, SLA de entrega, volume de chamados e índices de satisfação permite identificar não apenas o que funcionou, mas onde estão os principais gargalos operacionais. É esse ciclo estruturado de análise que sustenta a evolução contínua da operação a cada ano.
Como a evolução da tecnologia eleva a experiência de compra?
Em um cenário onde o volume cresce de forma exponencial e o comportamento do consumidor se torna mais dinâmico, contar com processos manuais ou pouco integrados não é mais suficiente.
É nesse contexto que a evolução da tecnologia passa a desempenhar um papel central. Ao reduzir fricções ao longo da jornada e aumentar a capacidade de resposta da operação, a tecnologia não apenas sustenta o aumento de demanda, mas transforma esse pico em oportunidade de crescimento estruturado. Veja como:
IA autônoma no atendimento ao cliente
Durante a Black Friday, o volume de interações pode crescer de forma abrupta, pressionando equipes e canais de atendimento. A implementação de IA autônoma permite absorver essa demanda sem comprometer a qualidade da experiência.
Com soluções como o Agentforce, a operação se mantém always-on, garantindo respostas rápidas e consistentes mesmo nos momentos de maior pico. Agentes de IA são capazes de resolver chamados mais complexos, orientar clientes em tempo real, apoiar na gestão de programas de loyalty e reduzir significativamente a sobrecarga sobre o time humano — que passa a atuar de forma mais estratégica.
Hiperpersonalização em escala
A hiperpersonalização — a capacidade de adaptar experiências, ofertas e comunicações em tempo real com base em dados comportamentais, contexto e intenção do cliente — viabilizada pela integração entre Agentforce Marketing e Data 360, permite segmentar audiências e ativar comunicações com base no comportamento do consumidor em tempo real.
Isso significa que cada interação — seja um e-mail, push ou anúncio — pode refletir o interesse, o histórico e o momento de decisão do cliente. Em vez de campanhas genéricas, a marca entrega experiências direcionadas, aumentando a probabilidade de conversão e fortalecendo o relacionamento ao longo da jornada.
Ecommerce com IA conversacional
A jornada de compra também evoluiu. O consumidor não quer apenas navegar, mas espera encontrar rapidamente o que procura. A IA conversacional aplicada ao e-commerce transforma a busca e a descoberta de produtos, tornando-as mais intuitivas e eficientes.
Com a integração ao Agentforce Commerce, a experiência passa a ser guiada pela intenção real do comprador. Em vez de depender apenas de filtros e categorias, o cliente pode interagir de forma mais natural, recebendo recomendações alinhadas ao seu contexto e acelerando o processo de decisão, especialmente em momentos de alta pressão como a Black Friday.
Visibilidade 360 e controle para sua operação
Para times de gestão que precisam ter controle sobre toda a operação durante períodos de alta demanda, a Salesforce oferece uma visão integrada do cliente e da operação que conecta vendas, marketing, atendimento e e-commerce em uma única plataforma.
Assim, é possível:
- Acompanhar em tempo real o comportamento dos clientes ao longo de toda a jornada de compra, desde a interação com uma campanha de marketing até o pós-venda.
- Os times de atendimento têm acesso ao histórico completo de cada cliente independentemente do canal pelo qual o contato foi feito, o que reduz o tempo de resolução e melhora significativamente a experiência.
- O time de marketing consegue segmentar e personalizar campanhas com base em dados reais de comportamento, não em suposições.
A capacidade de conectar as diferentes áreas da operação em torno de uma visão unificada do cliente é o que diferencia uma gestão reativa de uma gestão preparada para a complexidade da Black Friday.
Por que preparar a sua empresa com antecedência?
A Black Friday expõe, de forma acelerada, todos os pontos frágeis de uma operação. Empresas que chegam à data bem preparadas conseguem capturar a demanda disponível, manter a experiência do cliente em alto nível e sair do período com resultados sólidos e aprendizados claros.
Empresas que subestimam a complexidade da data enfrentam problemas que vão além da receita perdida: danos à reputação, aumento de cancelamentos e uma base de clientes insatisfeita que dificilmente retorna.
A preparação começa pelo diagnóstico honesto da operação atual, passa pela escolha e integração das tecnologias certas e envolve treinar equipes, documentar processos e testar sistemas com antecedência suficiente para corrigir o que for necessário. Não existe atalho que substitua esse trabalho.
Para gestores, o papel central é garantir que a organização trate a Black Friday como um projeto estratégico, com planejamento, responsabilidades definidas e indicadores claros de sucesso. É essa postura que transforma a maior data do varejo em uma oportunidade consistente, não em um evento de alto risco.
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Perguntas frequentes
Quando começar o planejamento para a Black Friday?
O ideal é iniciar com pelo menos 3 a 6 meses de antecedência. Esse período permite estruturar campanhas, revisar infraestrutura, alinhar fornecedores e preparar equipes. Quanto mais cedo o planejamento começa, maior a capacidade de antecipar riscos.
Como um gestor pode garantir uma Black Friday mais eficiente e lucrativa?
Um gestor precisa atuar com planejamento orientado por dados. Com o apoio de uma plataforma integrada, é possível acompanhar o desempenho em tempo real, garantir estabilidade, fluidez na jornada do cliente e visibilidade para tomada de decisão.
Como preparar o atendimento ao cliente para o aumento de demanda?
É fundamental combinar equipe treinada com automação. O uso de IA no atendimento permite absorver solicitações simples, enquanto o time humano foca nos casos mais complexos, garantindo agilidade e qualidade na experiência.
Quais indicadores o gestor deve acompanhar na preparação para a Black Friday?
Os principais indicadores incluem taxa de conversão, ticket médio, custo de aquisição de clientes (CAC), ROI das campanhas e volume de tráfego. Além disso, acompanhar dados de comportamento do consumidor permite identificar oportunidades de melhoria.
Como evitar gargalos operacionais durante a Black Friday?
Os gargalos geralmente surgem por falta de integração entre áreas e excesso de processos manuais. Para evitar isso, o gestor deve investir em automação e centralização de dados, garantindo que marketing, vendas e atendimento estejam conectados.
Qual o papel da tecnologia na preparação para a Black Friday?
A tecnologia é fundamental para escalar operações com eficiência. Com uma plataforma robusta, o gestor consegue integrar canais, automatizar campanhas, personalizar comunicações e ter uma visão completa da jornada do cliente.
Como a inteligência artificial pode ajudar durante o evento?
A IA atua automatizando processos, otimizando atendimento, personalizando ofertas e analisando dados em tempo real. Isso permite responder mais rápido, reduzir erros operacionais e entregar uma experiência mais relevante para o cliente.
Como personalizar ofertas e melhorar a experiência do cliente na Black Friday?
A personalização depende do uso inteligente de dados. Ao entender o comportamento e as preferências do consumidor, o gestor pode criar ofertas mais relevantes e comunicações direcionadas. Isso aumenta o engajamento e melhora a experiência do cliente.
Como reduzir o abandono de carrinho durante a Black Friday?
Algumas ações essenciais incluem: otimizar a velocidade do site, simplificar o checkout, oferecer múltiplas formas de pagamento e usar estratégias de remarketing. Além disso, a personalização em tempo real pode ajudar a manter o interesse do consumidor.
O que fazer após a Black Friday para melhorar os resultados futuros?
O pós-evento deve focar em análise de dados e aprendizado. Avaliar métricas, identificar falhas e entender o comportamento do consumidor são passos essenciais para otimizar a operação e evoluir a estratégia para o próximo ciclo.
O que você achou de saber mais sobre a preparação estratégica para a Black Friday?
O nosso blog está sempre atualizado com novidades e conteúdos sobre vendas e inteligência artificial. A seguir, sugerimos algumas outras leituras que podem ser úteis:
- Matriz Raci: Como criar, instruções, modelos e dicas | Salesforce
- Plano de Negócio: Por que e como fazer um? | Salesforce
- Pagamentos Online: por que investir e dicas de segurança | Salesforce
- ERP para Indústria: Por que integrar com um CRM? | Salesforce
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